A mpox é um novo nome adotado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a antiga varíola dos macacos (ou monkeypox, em inglês).
O mais alto nível de alerta da organização havia sido declarado para o surto da “varíola dos macacos”, como era então conhecida a doença, no final de julho de 2022. Somente em maio de 2023 que a organização decidiu rebaixar seu status, por causa da diminuição global do número de casos (como também aconteceu com a Covid).
O atual surto de mpox é mais preocupante do que os anteriores porque envolve uma nova variante do vírus, que os especialistas dizem ser uma versão mais perigosa.
Na quarta-feira (14), a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou que a doença é, mais uma vez, uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII).
No Brasil, 709 casos e 16 mortes por mpox foram notificados em 2024 e, com os temores de um novo problema de saúde pública, o Ministério da Saúde convocou uma reunião para discutir a questão. Em nota, o ministério diz que pretende atualizar as recomendações e o plano de contingência para a mpox no país.
Onde surgiu?
A mpox é uma doença causada pelo vírus monkeypox.
Esse agente infeccioso pertence ao mesmo grupo de vírus da varíola, embora costume ser muito menos prejudicial.
Esse vírus foi originalmente transmitido de animais para humanos, mas agora também circula entre pessoas.
Ele é mais comum em aldeias remotas nas florestas tropicais da África, especialmente em países como a República Democrática do Congo. Embora 96% dos casos de mpox ocorram na República Democrática do Congo, a doença se propagou para muitos países vizinhos, como Burundi, Quênia, Ruanda e Uganda, onde normalmente não é endêmica.
Ela se disseminou por quase 100 países, incluindo o Brasil e partes da Europa e da Ásia, que normalmente o vírus não circula.
O surto foi controlado por meio da vacinação de grupos vulneráveis.
O acesso às vacinas e aos tratamentos contra mpox é deficiente na República Democrática do Congo — e as autoridades de saúde seguem preocupadas com a propagação da doença.
Como a doença é transmitida?
A transmissão da doença ocorre principalmente por meio de contato pessoal próximo, incluindo contato direto com lesões de pele, erupções cutâneas, crostas ou fluidos corporais de uma pessoa infectada; contato íntimo ou sexual; com objetos e superfícies contaminadas; ou com secreções respiratórias.
Quais são os sintomas de mpox?
Os sintomas iniciais incluem febre, dores de cabeça, inchaços, dores nas costas e dores musculares.
Assim que a febre diminui, podem ocorrer erupções na pele. Elas geralmente começam pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, mais comumente nas palmas das mãos e nas solas dos pés.
Esses machucados, que podem causar muita coceira e dor, passam por diferentes estágios antes de finalmente formar uma crosta, que posteriormente cai. Essas lesões ainda podem deixar cicatrizes.
A infecção geralmente desaparece sozinha e dura entre 14 e 21 dias.
Em casos graves, as lesões podem atacar todo o corpo, principalmente a boca, os olhos e os órgãos genitais.
As recomendações de prevenção são:
- Evitar contato direto com lesões de pele, erupções cutâneas, crostas e fluidos corporais de pessoas infectadas;
- lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel;
- prática do sexo seguro, usando preservativo;
- manter a etiqueta respiratória, cobrindo boca e nariz ao tossir ou espirrar;
- usar máscaras de proteção respiratória em ambientes com probabilidade alta de transmissão;
- e manter a higiene pessoal.
Além disso, pessoas que apresentarem sintomas devem procurar atendimento médico imediato e seguir as orientações de isolamento para prevenir a transmissão.





