O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (15), que pretende visitar a cela onde ficou preso por 580 dias na Polícia Federal de Curitiba (PR).
O chefe do Executivo concedeu uma entrevista na capital paranaense para uma rádio e contou que só não iria hoje à cela apenas “porque a Janja não está comigo, ela queria ir comigo”. Logo no início da conversa, ele foi questionado sobre o que sentiu ao retornar à capital paranaense, onde ficou preso 580 dias, de abril de 2018 a novembro de 2019, e respondeu que sente bem e tem muitos amigos na cidade, onde o PT tem uma história “muito forte” e que deu para o Brasil a presidente nacional do partido, a deputada federal Gleisi Hoffmann.
“Eu vou querer vir aqui visitar a cela onde estive preso, não vou esquecer. Você não esquece as coisas boas que te fizeram, nem as coisas ruins”, falou.
Lula ainda disse ter sido levado ao Paraná “como o maior bandido desse país”. Ao fim da entrevista, o petista pediu para dedicar o momento para as pessoas que fizeram vigília por ele ao lado de fora da Polícia Federal.
“O significado disso para o país, sobretudo para mim, não tem preço”, comentou.
Na sequência, o petista comentou que hoje foi “um dia especial” porque ele foi recebido no aeroporto de Curitiba por uma senhora que era “secretária” do delegado da Polícia Federal quando ele ficou preso na carceragem da Superintendência da corporação na cidade e “dava um jeito” de fazer chegar na sua cela pedaços de bolos feitos por sua mãe. E fez um anúncio:
“Eu ia fazer uma visita na cela que eu fiquei preso, eu só não vou hoje porque a Janja não está comigo, ela queria ir comigo, e a Neudinha, que é uma das companheiras que organizava a vigília também não pôde vir. E eu vou querer visitar a cela onde eu estive preso, porque eu acho que eu não vou esquecer os 580 dias…”, comentou.
Prisão de Lula
O presidente cumpriu 580 dias preso após ser condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, segundo o entendimento do ex-juiz federal Sergio Moro, em processos da Operação Lava Jato.
O julgamento, no entanto, foi anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o petista pode sair da prisão no fim de 2019.






