Nesta terça-feira (13), a Força Aérea Brasileira (FAB) anunciou que as caixas-pretas recuperadas do avião que caiu em Vinhedo, São Paulo, registraram com sucesso as vozes da cabine e os dados do voo. No último sábado (10), os equipamentos foram enviados ao laboratório do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), onde as informações foram extraídas com êxito. A investigação agora avança para a fase de análise de dados.
De acordo com o chefe do Cenipa, Brigadeiro do Ar Marcelo Moreno, o estudo dos diálogos e dos sons capturados na cabine, bem como das comunicações com o controle de tráfego aéreo, está em andamento. O acidente ocorreu na última sexta-feira (9), quando a aeronave caiu no jardim de uma casa em um condomínio, resultando na morte de 62 pessoas, incluindo 58 passageiros e quatro tripulantes.
O Brigadeiro Moreno detalhou que, através do CVR (Cockpit Voice Recorder), será possível identificar possíveis alarmes sonoros, o que pode exigir o uso de software especializado para análise espectral do som. O FDR (Flight Data Recorder) já está sendo analisado para converter os dados eletrônicos binários em informações de engenharia.
Na próxima etapa da investigação, os especialistas examinarão as atividades relacionadas ao voo, o ambiente operacional e os fatores humanos, além de analisar componentes, equipamentos, sistemas e infraestrutura.
O sistema de caixa-preta, popularmente conhecido, é composto por dois equipamentos distintos: o CVR, que armazena o áudio da cabine de comando, e o FDR, que registra dados como velocidade, aceleração e altitude.
A FAB também destacou que, à medida que a investigação avança, especialistas validarão os parâmetros necessários usando tecnologia avançada e documentação atualizada sobre serviços, componentes e sensores da aeronave envolvida no acidente.






