A três dias do ínicio da campanha eleitoral, os candidatos a prefeito de Manaus tendem a concentrar seus esforços nas estratégias que apresentarão aos eleitores, e um tema que não poderá ficar de fora é o “novo normal” da qualidade do ar. Desde a semana passada, os manauaras têm sido afetados pelo gradativo aumento das fumaças, o que impacta diretamente na saúde da população.
No último sábado (10), a capital amazonense registrou a pior qualidade de ar do País. Para ser considerado de boa qualidade, o ar precisa medir entre 0 e 25 micrometros por metro cúbico de AR, segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, da Universidade do Estado do Amazonas, conhecido pela sigla SELVA.
Os registros recorde de focos de queimadas que atingem várias regiões do estado do Amazonas tem piorado de maneira grave a qualidade do ar em várias cidades do estado e também na capital.
Hospitais públicos têm registrado crescente demanda por conta de problemas respiratórios, especialmente de crianças, que relatam falta de ar e alergias. E nesse contexto, está inserida a oferta de serviços pela prefeitura de Manaus, que atende a saúde básica.
Os candidatos precisam estar atentos a esse, que, atualmente, pode ser considerado mais um problema crônico da capital amazonense. Nos anos 90 e início dos anos 2000, o tema recorrente nas plataformas de governo era a questão da água e, passados pouco mais de três décadas a realidade é outra, e cada vez mais será necessário buscar soluções para mitigar essa situação que impõe novos desafios a quem espera ser o chefe do executivo municipal.





