Uma mulher que busca realizar um aborto legal na cidade de São Paulo relata ter enfrentado obstáculos e pressões por parte dos profissionais de saúde do Hospital Municipal e Maternidade Prof. Mário Degni, na zona oeste da cidade. Segundo seu depoimento, que foi divulgado nas redes sociais, ela teria sido questionada sobre o nome que daria ao feto e orientada a apresentar um familiar que concordasse com sua decisão para que o procedimento fosse realizado, mesmo sendo adulta e apta a tomar essa decisão por conta própria.
A mulher, que tenta realizar o aborto há cerca de um mês, afirma que durante o atendimento foi tratada com hostilidade e ouviu de profissionais de saúde que, caso desistisse do procedimento, seria considerada uma “mãe guerreira”. Além disso, ela foi informada de que, caso seguisse adiante com o aborto, deveria realizar um funeral para o feto.
O caso gerou indignação e levantou debates sobre a humanização e o respeito aos direitos das mulheres no sistema de saúde, especialmente em um procedimento delicado e garantido por lei, como o aborto em casos permitidos.
Em resposta, a Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo afirmou que todos os procedimentos relacionados ao aborto legal são realizados em conformidade com a legislação brasileira e que “atende às demandas a partir de determinação legal e em observância à legislação.” O órgão não comentou especificamente sobre as alegações de pressões e constrangimentos relatados pela paciente.
O episódio destaca a necessidade de fortalecer a capacitação e sensibilização dos profissionais de saúde para garantir que as mulheres tenham acesso aos seus direitos de forma respeitosa e sem interferências pessoais ou ideológicas.










