O primeiro debate entre os candidatos a prefeito de Manaus foi marcado pelo samba de uma nota só. Os quatro participantes Amom Mandel (Cidadania), Roberto Cidade (UB), Cap. Alberto Neto (PL) e Marcelo Ramos (PT), tinham apenas um alvo em comum: o atual prefeito David Almeida (Avante), ausente no encontro. A estratégia do atual mandatário é conhecida no cenário político, uma vez que dificilmente quem aparece em primeiro nas pesquisas é que detém o cargo comparece a encontros como esse no início do período eleitoral, pois sabe que tem mais chances de desgaste junto à opinião pública.
O que se viu durante cerca de duas horas de debate foram promessas de romper com tudo o que a atual administração vem fazendo nos últimos anos. Os candidatos venderam suas imagens como excelentes gestores, e detentores de projetos que, na concepção deles, tem tudo pra fazer com que Manaus se torne uma cidade mais segura, arborizada, limpa, e com saúde de excelência.
O segundo nas pesquisas, Amom, tentou encurralar alguns adversários com perguntas que grande parte dos jovens de sua idade poderiam fazer. Indagou, por exemplo, o seu companheiro de Câmara Federal, Cap. Alberto Neto, se ele usaria a cota do “fundão eleitoral” para fazer campanha porque, segundo ele, “todos os manauaras” gostariam de saber.
O candidato Roberto Cidade preferiu comentar, nas oportunidades que teve, sobre os seus projetos para “solucionar” os problemas de Manaus. Para a segurança, ele disse que vai contratar mil novos policiais para a guarda municipal e armar 100% os servidores, e para a saúde, disse que vai colocar pra funcionar 12 UPAs em regime de plantão 24h, e para ajudar as pessoas em vulnerabilidade social, vai instituir o auxílio municipal permanente para 50 mil famílias.
Tentando recuperar um terreno perdido, de acordo com as últimas pesquisas, o Cap. Alberto Neto tentou, mais do que nunca, colar a sua imagem à do ex-presidente Jair Bolsonaro, para atrair os eleitores de direita. O discurso foi afinado com o do seu padrinho político, em que prometeu “choque de ordem e de gestão”, trazendo do privado regras de “compliance” para evitar “maracutaias”.
Já o nome do PT, Marcelo Ramos, preferiu exaltar o seu trabalho como deputado federal, quando destinou, segundo ele, diversas emendas que foram aplicadas na capital amazonense e que foram fundamentais para que saíssem do papel programas como o Minha Casa Minha Vida. “Tem gente aqui que tá dizendo que vai fazer muita coisa, eu estou aqui prestando contas da minha história e da minha vida”, afirmou o petista.
Nota de David Almeida
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), informou que não compareceria ao debate promovido pela Band Amazonas por entender que estariam articulando um estratégia para atacá-lo.
As redes sociais do político sofreu um “ataque hacker” que as tiraram do ar durante a transmissão do evento. Em nota oficial, após o término do debate, a equipe de David Almeida informou que as contas haviam sido recuperadas e que investigações seriam iniciadas para descobrir os culpados.





