O deputado federal Amom Mandel (Cidadania-AM) anunciou, por meio das redes sociais, que abrirá mão dos recursos garantidos pelo fundo eleitoral à sua candidatura para a prefeitura de Manaus. Na tarde de domingo (28), Mandel criticou quatro dos seus concorrentes por usarem o Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como “Fundão”.
“Sou o primeiro nas eleições para prefeito das capitais do Brasil a abrir mão do fundão. Dá para fazer política sem meter a mão no teu bolso. O dinheiro que você paga nos impostos não deveria ir parar nas campanhas políticas de quem tem condições de usar recursos próprios e de quem está disposto a doar”, disse Amom, via Instagram.
O Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) prevê um total de R$ 4,9 bilhões para as eleições deste ano. Segundo auxiliares, o valor do fundo para Mandel giraria em torno de R$ 15 milhões.
“Eu não vou usar o dinheiro do teu bolso para fazer campanha, já os outros”, criticou o deputado federal.
A candidatura do deputado será homologada em convenção partidária marcada para terça-feira (30). Ele é a principal aposta do partido Cidadania nas eleições municipais.
Na campanha de 2022, quando se elegeu deputado com a maior votação do Amazonas, Mandel também refutou o uso de recursos do Fundo Eleitoral.
O repasse dos recursos está previsto na Lei das Eleições e leva em conta a divisão igualitária entre todos os partidos registrados no TSE, que levam 2% do total, mais 35% em relação aos votos obtidos na Câmara dos Deputados, mais 48% conforme o tamanho da bancada na Câmara (fusões e incorporações), além da cota de 15% pela bancada no Senado.
O partido que vai receber a maior fatia do total do fundo será o PL. A legenda poderá dividir R$886,8 milhões entre seus candidatos aos cargos de prefeito, vice-prefeito e vereador. Em segundo lugar, está o PT, que receberá R$619,8 milhões. Em seguida, aparecem o União (R$536,5 milhões); PSD (R$420,9 milhões); PP (417,2 milhões); MDB (R$404,6 milhões) e Republicanos (R$343,9 milhões).





