Apesar de todo o esforço da organização dos Jogos Olímpicos que decidiram inovar na cerimônia de abertura fazendo, pela primeira vez, uma apresentação fora de um estádio, colocando Paris – uma das mais belas cidades do mundo – como pano de fundo, a apresentação emocionante da cantora Celine Dion (que luta contra uma doença degenerativa) no fechamento da festa, o que realmente chamou a atenção, especialmente dos conservadores, foi a releitura do quadro de Leonardo Da Vinci, “Última Ceia”.
Utilizando representantes da comunidade LGBTQIAPN+, o momento causo furor nas redes sociais também em muitos parlamentares bolsonaristas, que teceram críticas. Os aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmaram que a cerimônia desrespeitou a fé cristã.
A cena, que mostra doze apóstolos sentados à mesa com Jesus Cristo, é conhecida universalmente e já foi retratada em diversos afrescos, mas a representação mais famosa veio em 1497 e leva a marca de Leonardo da Vinci. Tradicionalmente, a ceia é retratada como um momento em que Jesus consagra a Eucaristia.
Em postagem no X, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou um salmo religioso e afirmou que “com Deus não se brinca”.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também se pronunciou sobre a apresentação. “As Olimpíadas começaram fazendo uma zombaria demoníaca da fé cristã”, escreveu o parlamentar.
Outros internautas criticaram a postura dos conservadores. “A abertura olímpica hoje representou tudo que essa gente detesta. Mas para esconder seus preconceitos e bancar a vítima, dizem que a França profanou o cristianismo. Como se Jesus estivesse do lado desses que só detestam, que só excluem”, escreveu um seguidor.
Já o deputado federal Mario Frias (PL-SP) escreveu que as Olimpíadas estão “zombando da fé cristã”.





