As mulheres têm postergado a maternidade devido a prioridades profissionais, a busca por estabilidade financeira e às mudanças nas dinâmicas sociais que incentivam escolhas individuais. Um exemplo é Mônica Mota, de 38 anos, que concentrou-se em sua carreira e optou por não considerar a ideia de constituir uma família e ter filhos após seu divórcio aos 30 anos. Agora, ao mudar de ideia, ela reflete sobre a sensação de ter perdido a oportunidade.
Mônica, uma bem-sucedida executiva de marketing, dedicou grande parte da sua vida à construção de sua carreira. “Desde jovem, meu foco sempre foi alcançar sucesso profissional e estabilidade financeira. Não me via no papel de mãe, especialmente após o divórcio, que me fez repensar muitas coisas”, conta Melissa.
A mudança de perspectiva ocorreu quando Mônica completou 38 anos e começou a sentir que talvez quisesse experimentar a maternidade. “Comecei a ver minhas amigas criando filhos e isso despertou algo em mim. De repente, senti uma vontade que nunca tinha sentido antes. Mas junto com essa vontade, veio também o medo de já ser tarde demais”, ela revela.
A história de Mônica é comum entre muitas mulheres da sua geração, que priorizam o desenvolvimento pessoal e profissional antes de considerar a maternidade. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a idade média das mulheres ao terem o primeiro filho aumentou significativamente nas últimas décadas, refletindo uma tendência global.
Especialistas em saúde reprodutiva apontam que, embora as mulheres tenham mais opções para conceber mais tarde, como a fertilização in vitro (FIV) e a preservação de óvulos, esses processos podem ser caros e nem sempre garantem o sucesso. “A decisão de postergar a maternidade vem com seus desafios. É importante que as mulheres sejam informadas sobre as limitações biológicas e as opções disponíveis”, afirma a ginecologista e especialista em reprodução assistida, Dra. Fernanda Torres.
Além dos desafios biológicos, há também questões emocionais e sociais envolvidas. “Sentir que perdeu a oportunidade pode trazer um grande peso emocional. É crucial que essas mulheres recebam apoio psicológico para lidar com esses sentimentos”, acrescenta a psicóloga Mariana Ferreira.
Mônica agora considera as opções disponíveis para ela. “Estou explorando todas as possibilidades. Seja através de tratamentos de fertilidade ou até mesmo adoção. O importante é que, independentemente do caminho, estou aberta às novas possibilidades”, conclui.










