Após dois adiamentos, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, mergulhou no Rio Sena nesta quarta-feira (17), respondendo aos questionamentos sobre a viabilidade do local para as provas de triatlo e águas abertas nos Jogos Olímpicos de 2024. Ela foi acompanhada por Tony Estanguet, presidente do Comitê Organizador Paris 2024, e Marc Guillaume, subprefeito da Île-de-France.
O mergulho ocorreu próximo ao Hotel de Ville, a cerca de 3 km da Ponte Alexandre III, onde acontecerão as provas olímpicas. Além das autoridades, dezenas de atletas de natação, triatlo e águas abertas de clubes parisienses também participaram.
Hidalgo, usando um traje que cobria quase todo o corpo, permaneceu na água por 10 minutos. Nos últimos dias, a prefeitura intensificou a limpeza da área, retirando bicicletas e um patinete do rio.
“A água está muito boa, um pouco fria, mas nem tanto,” disse Hidalgo após o mergulho.
A despoluição do Rio Sena, parte crucial dos preparativos para os Jogos, já recebeu investimentos de 1,4 bilhão de euros (R$ 8,33 bilhões). Hidalgo destacou que sem os Jogos a despoluição não teria sido possível, e que é necessário adaptar as cidades às mudanças climáticas.
O evento, inicialmente previsto para o mês passado, foi adiado devido a fortes chuvas e à antecipação das eleições legislativas.
Tony Estanguet elogiou o compromisso das autoridades com a ecologia e a despoluição dos rios, ressaltando a importância da responsabilidade coletiva.
Apesar de protestos planejados nas redes sociais, nenhum incidente ocorreu durante o mergulho. A poucos dias da cerimônia de abertura dos Jogos, Hidalgo se torna a segunda autoridade francesa a se banhar no Sena, seguindo o exemplo da Ministra do Esporte, Amélie Oudéa-Castéra.
Se a qualidade da água não for adequada nos dias das competições, um plano de contingência permitirá adiar as provas ou transformar o triatlo em duatlo, transferindo as maratonas aquáticas para Vaires-sur-Marne.






