O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), é visto como o principal adversário do presidente Lula (PT) e está sendo cortejado por diversos partidos do centrão que desejam sua filiação para a eleição presidencial de 2026. Tarcísio é considerado o sucessor natural do bolsonarismo, capaz de atrair votos de diversos segmentos do eleitorado conservador, do centro à extrema direita.
Partidos como PP e PSD estão nos bastidores tentando atrair Tarcísio. Valdemar Costa Neto, presidente do PL, expressou publicamente interesse em filiar o governador. No entanto, o Republicanos, partido de Tarcísio desde março de 2022, quer mantê-lo em suas fileiras.
“Tarcísio não vai para o PL. Neste momento, ele não vai a lugar algum. Tem espaço aberto em outras legendas de centro e poderia escolher, mas, por agora, não pretende concorrer à Presidência. Só vale sair [de seu partido] se o cenário mudar muito”, afirma um aliado próximo ao governador de São Paulo.
Outro conselheiro sugere que Tarcísio deve permanecer no Republicanos, pelo menos por enquanto, para ampliar suas alianças e aguardar a definição do cenário político. Uma terceira fonte próxima ao governador indica que ele está se movimentando nos bastidores, mas não tomará nenhuma decisão pública até que a situação esteja mais clara.
O presidente do Progressistas, senador Ciro Nogueira (PI), reconhece que “no momento” Tarcísio não deve mudar de partido, mas não esconde seu desejo de filiar o governador, expressado durante uma visita de Tarcísio a Brasília em março.
Aliados de Tarcísio destacam que qualquer sinalização de uma candidatura presidencial só será relevante se Jair Bolsonaro (PL) permanecer inelegível em 2026.









