Tanto no homem quanto no pet, o estresse causa confusões e tudo se torna motivo de sensações de desconforto. Segundo Sabina Scardua, doutora em comportamento animal, trata-se de um fenômeno fisiológico, e não exclusivamente mental, que começa quando um fator externo (gatilho) desencadeia uma reação negativa, liberando hormônios como adrenalina e cortisol.
“A quantidade destes hormônios, o pico de concentração e o tempo em que sua liberação é retroalimentada e mantida definem o estresse agudo e crônico, que também depende do tipo de estímulo e o tempo que o animal ficou exposto a ele. Diante da ameaça, o pet tem três reações possíveis: lutar, fugir ou congelar.”

Imagem: Divulgação.
O organismo responde com batimento e respiração acelerados. Toda essa mobilização gera um desgaste físico, mental e emocional. A especialista explica que, diferentemente dos humanos, os cães não conseguem pensar “não é uma ameaça, logo, não devo me preocupar”, eles simplesmente reagem aos sinais do corpo, sendo, assim, mais suscetíveis ao estresse. Mas você já se perguntou: o que pode causar, de verdade, uma situação de estresse no seu animal de estimação?
“As causas comuns são: barulhos externos e internos altos, ou excessivos e constantes como obra, música, conversa, rádio, televisão, carros e latidos de outros cães; mudança brusca na rotina; privação de espaço e comida, como dietas repentinas; chegada de outros animais ou pessoas na casa; festas; visitas e o estresse do próprio tutor”, elenca Sabina.

Imagem: Divulgação.
Dentre as alterações comportamentais, é possível destacar:
Roer as unhas – Assim como os humanos, os pets também podem roer as unhas quando estão ansiosos e estressados. Esse comportamento é um indicativo de que o cão está precisando de atenção e cuidados especiais. Além disso, pode ser um sinal de desconforto nas patas, por isso, o tutor deve ficar atento e levá-lo até o médico-veterinário, caso o comportamento persista.
Lamber muito o focinho – Lamber o nariz é uma forma dos pets limparem os odores que ficam na região, mas, quando o comportamento é feito em excesso, pode indicar estresse. Assim, é preciso que o tutor conheça os hábitos gerais do seu cão, para notar com facilidade ações repetidas e frequentes, que sinalizam alguma disfunção.

Imagem: Divulgação
Postura corporal cabisbaixa – O animal que anda com o rabo entre as pernas, coloca o peso do corpo nas patas posteriores, anda curvado e agachado com certeza está estressado. Além da postura corporal, o pet também pode apresentar tremores, sinalizando medo, estresse e ansiedade, por isso, é importante ficar atento aos comportamentos diários. Chuvas, trovões e fogos de artifício são gatilhos poderosos nesse sentido.
Lambedura excessiva das patas – O estresse pode ocasionar a lambedura frequente das patas e de outras partes do corpo, tendendo a criar uma lesão grave no local, como na região interdigital. Com a lambedura excessiva, os pelos ficam com um aspecto amarronzado, “queimados” devido à saliva. É preciso sempre ficar de olho na pelagem do animal.

Imagem: Divulgação
Urina em excesso ou aumento da frequência de defecação – O cão que urina fora do lugar de costume provavelmente está passando por um período estressante, e para sinalizar a sua insatisfação com o meio, acaba fazendo xixi em vários lugares diferentes. O mesmo ocorre com a defecação em excesso, pois, assim como os humanos, o sistema digestivo também reage diante de emoções e desconfortos. Todo sentimento pode interferir na saúde e funcionamento do corpo animal.
Respiração acelerada – É uma forma do animal regular a temperatura do corpo. Esse comportamento é normal após caminhadas, mas, quando o cão fica ofegante sem motivo aparente, pode ser sinais de estresse, ansiedade e medo. Mas isso também pode sinalizar algumas doenças, como problemas cardíacos, por isso, a consulta com o médico-veterinário é necessária.
Excesso de latidos – O latido é uma das formas de comunicação do pet com o mundo externo, com pessoas e outros animais. Contudo, quando em excesso, essa ação demonstra estresse e intolerância. Agressividade, excitação, medo, desespero, tédio, alerta de perigo e dor também podem estar por trás desse comportamento. Os tutores mais atentos conseguem distinguir cada uma por meio da postura corporal e contexto.

Imagem: Divulgação
Apetite reduzido, aumentado ou depravado – quando o pet tem uma alimentação balanceada e costuma ingerir a mesma quantidade de comida sempre, mas de repente muda e começa a comer rápido demais ou deixar alimento sobrando, o tutor deve ficar atento, pois esse é um sinal de estresse.
Ingestão de itens aleatórios – como plástico, poeira e fios da casa, também é uma forma de identificar que o animal não está bem. Nesse caso, ir até um veterinário especialista em nutrição pode ser a melhor opção.

Imagem: Divulgação
Sempre leve seu PET em um médico veterinário, e na TopDog Petshop você encontra não apenas acessórios, mas consultas, médicos prontos para auxiliá-lo (a) em suas dúvidas. Para proporcionar uma melhor qualidade de vida ao pet, trouxemos cinco dicas de como desestressar seu amiguinho (a), conforme nos indicou a médica veterinária Dr.ᵃ Talita Liota. Confira:
- Olhe no olho do pet por mais de 30 segundos, todos os dias.
- Preserve a rotina custe o que custar.
- Capriche no enriquecimento ambiental e agrados alimentares nos momentos mais estressantes.

Imagem: Divulgação
- Contrate uma terapia de suporte, como reiki, comunicação animal, florais, acupuntura ou homeopatia. (sim as terapias integrativas com pets existem e funcionam).
- Seja coerente e cuide de si mesmo, para que as suas emoções não afetem o cachorro por tempo prolongado.

Imagem: Divulgação
Mais recentemente, a animação da Pixar, Divertida Mente 2 traz momentos de muita diversão, mas abre um olhar delicado e de alerta sobre as emoções. E nesse caso, não podemos esquecer dos pets.

Imagem: Divulgação/Pixar Studios
Há uma frase do filme, muito discreta, mas profunda. Ela acontece na cena na qual a Tristeza pergunta, timidamente, à Alegria se ela pode descer com ela para o lago das MEMÓRIAS. Em resposta, a Alegria pega na mão da Tristeza entre as suas e diz à sua amiga: “Claro! Lembre-se, Tristeza, onde eu for, você também irá.”

Imagem: Divulgação.
Mesmo nos dias mais tristes, se buscarmos com atenção suficiente e nos permitirmos vivê-la, sempre haverá alguma alegria. A maior prova disso é a festa que os pets fazem, com a chegada de seus tutores.
E quando lembramos dos pets que já se foram, com alegria, devemos ser gratos sempre! Até nas experiências tristes. Devemos estar gratos por tudo. A alegria e a tristeza nos levam (ou nós as levamos) à medida que avançamos de uma fase da vida para a outra. Assim, quando não estamos como nossos pets, mas sentimos Saudade, estamos unindo duas emoções.

Imagem: Divulgação.
Desafiamos você no quiz que segue para saber até que ponto você ama ou tem conexão com os animais: https://pt.quizur.com/quiz/vc-realmente-ama-os-animais-oTO
O poder curativo de um abraço!!!! Imperdível!!!






