O relatório da Polícia Federal (PF) indiciou Jair Bolsonaro e 11 aliados no caso das joias, revelando que o ex-presidente mentiu aos investigadores sobre o paradeiro de um dos kits presenteados pela Arábia Saudita. Bolsonaro afirmou em depoimento que nunca teve as joias em sua posse e que, ao deixar o Brasil no fim de seu mandato, não levou os itens para os EUA. Ele disse que o kit da grife Chopard, composto por uma caneta, um anel, abotoaduras, um masbaha (rosário árabe) e um relógio, estava armazenado na fazenda do ex-piloto de F1 Nelson Piquet.
No entanto, a PF comprovou que o kit foi levado para a Flórida a bordo do avião presidencial e, posteriormente, entregue à Fortuna Action House, uma empresa de leilões em Nova York, por Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro. As joias foram leiloadas em fevereiro do ano passado, mas não foram vendidas.
O kit foi desviado do acervo presidencial com a ajuda de Marcelo Vieira, então chefe do Gabinete de Documentação Histórica da Presidência, um dos indiciados. Diferente do primeiro kit feminino da Chopard, apreendido pela Receita Federal em Guarulhos, o kit ouro rosé passou despercebido na bagagem de Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia.

Após a revelação do segundo kit e uma ordem do Tribunal de Contas da União (TCU) para devolver as joias ao poder público, Bolsonaro e seus aliados montaram uma operação para recuperar os itens nos Estados Unidos.






