Manaus | 4 de junho de 2026 | 22:25:45

Toda chegada é um espelho repleto de adeus

Não é ruim que o agora se vá. Adeus!

Se parecer que não te importas, não temas a verdade dos fatos. Em alguns casos, este é o caso e ponto. O que acontece é a vida, repleta de suas nuances em tudo que não se consegue resolver, comover, e logo apresenta intempestivas energias, onde o mais fácil é arquear sobrancelhas e mudar de rumo. 
Aprumar em divergentes caminhos.

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Imagem: Arquivo Pessoal

Às vezes essa dinâmica celestial, sem astrolábios ou receitas, dói e para a maioria que é de outro século, ou milênio, na verdade, ainda dói. Me escraviza, não poder oferecer uma visão para os que, assim, se sentem. 
Só reflitam e se atenham aos detalhes. 
Confiram os caminhos, mesmo os incertos. Nas veredas reais, ou imaginárias, o idílico não aceita controles. Viver incomoda e abre espaço para o frustrar, para o não permanecer na superfície. Às vezes precisamos sumir, mas não conseguimos por estarmos, também, em cada parte do silêncio. 

Há sempre um abismo, uma válvula, uma torrente ou mesmo uma procela. Todas essas coisas nos atraem e preferimos sonhar o etéreo nos braços de sereias, do que simplesmente afundar e chafurdar em nossa própria lama. A alheia é mais interessante. Por isso, saber sentir o adeus é uma manobra difícil de se encarar e já não sabemos onde estamos. Ao escrever, já não sei se as olheiras sob seus olhos são devido ao inexorável que me rodeia, ou do tudo que passou, ou ainda por estar estampado o medo de acordar e descobrir que o mundo não-tecnológico acabou, ou que vivemos nele, sem nunca ser o que sua proposta traz. 

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Imagem: Arquivo Pessoal

Há um receio contínuo coletivo de um tchau breve (a maioria não entende que se vive no adeus, num conflito único da existência perdida por natureza, cheia de distorções, utopias e alucinações), onde o irreal suprime o real, tornando tudo uma só cadeia.

Eu reúno não apenas momentos, mas textos e palavras. Acreditar que o amor é sublime é se perde em algo prolixo e disfórico. Mesmo que esse, dito, sentimento, exista em uma geografia distante. Não entender que cada chegada é um pouco de adeus, é exercer o egoísmo da cegueira que aponta onde tudo, na verdade, é impermanência, delírio, despedida. Apenas o que chega precisa ser guardado? E o que se vai? 

Joguemos o que para nós é o resto, pois para muitos pode ser um começo. Deixemos o hábito de dizer o oposto por angústias desmedidas ou receios do que provocar e/ou em quem. O orgulho ultrapassa o ponto de não querer mais. Quem se conhece sabe se aceitar. 

Recusar é um fato necessário e não merece a fuga. Fugir, na verdade, para onde? Para o mergulho interior? Todos fogem por quererem ser aves, águias, pardais. Mas a vida, de tão interessante que é, oferece a justa medida do troco, que nem sempre está trocado. A vida é o anti-ciclo do envio de um Pix. 

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Imagem: Arquivo Pessoal

Ao acordar, renascemos, diferentes de quando dormimos.  Mas, se em tua crença, sentimentos como o amor devem ser postos na palma da mão aberta, como uma oferenda; também entenda que por doses os dedos sentem o escorrer.  Queremos o que não cabe num espaço fechado, mas as incongruências do que possa acontecer criam dúvidas. E sim, às vezes não cabe e não se tem intensidade. Acredito no eterno que habita em mim, em minhas mais estranhas fantasias, melodias e espaços. 

O ato de dizer adeus pode ser carregado de diferentes sentimentos, como tristeza, gratidão, esperança ou até mesmo alívio, dependendo do contexto em que é utilizado. É uma maneira de expressar respeito e finalizar um momento adequadamente.

Você se sente sozinho? No episódio de hoje, exploramos as distinções entre solidão e solitude, destacando como a solidão envolve sentimentos de desconexão social e emocional, enquanto a solitude é uma escolha consciente de estar sozinho sem sentir solidão.Este episódio oferece insights valiosos sobre como navegar por esses estados emocionais e promover uma vida equilibrada.

As despedidas podem ser emocionalmente desafiadoras para algumas pessoas por diversos motivos. O “adeus” muitas vezes representa o fim de algo significativo, como um relacionamento, uma fase da vida ou uma situação especial. Isso pode gerar sentimentos de tristeza, nostalgia, incerteza ou até mesmo ansiedade em relação ao futuro.

Além disso, algumas pessoas podem ter dificuldade em lidar com despedidas devido a experiências passadas de perda ou separação, o que pode tornar a ideia de se despedir ainda mais dolorosa. Dizer adeus e se despedir de alguém pode ter vários benefícios psicológicos e emocionais:

Encerramento: O ato de dizer adeus pode proporcionar um senso de encerramento e conclusão em relação a uma pessoa, situação ou período da vida. Isso ajuda na aceitação da mudança e permite seguir em frente.

Expressão de Sentimentos: Ao se despedir, as pessoas têm a oportunidade de expressar seus sentimentos, como amor, gratidão, tristeza ou perdão. Isso pode promover a comunicação emocional e fortalecer os laços afetivos. Mesmo que a resposta seja a mesma: entreguemos ao tempo.

Respeito: Dizer adeus é um valoroo sinal de respeito e consideração pela outra pessoa, ou pela vida. Demonstrar que você valoriza o tempo compartilhado e reconhecer a importância daquela experiência, valoriza a subjetividade e eterniza o momento.

Processamento Emocional: O adeus permite que as pessoas processem suas emoções relacionadas à despedida, o que é fundamental para o bem-estar psicológico e emocional. Suprimir sentimentos pode levar a questões não resolvidas no futuro. Traumas.

Aceitação da Mudança: As despedidas fazem parte da vida e são inevitáveis. Aprender a lidar com elas de forma saudável ajuda no desenvolvimento da resiliência e na capacidade de se adaptar às mudanças.

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Imagem: Arquivo Pessoal

A parte psicológica do adeus envolve lidar com a ambivalência emocional associada à separação, aceitar a perda e integrar a experiência de despedida ao desenvolvimento pessoal. É um processo que pode ser desafiador, mas também enriquecedor em termos de crescimento pessoal e fortalecimento dos relacionamentos.

Estás disponível para dizer adeus e seguir?
Mas solitário, sozinho ou vivendo a solitude?
Consegues rever conceitos e discernir a linha tênue da inexistência existente?
Adeus.

Para um outro viés do assunto sugiro a leitura de https://www.ihu.unisinos.br/categorias/613280-adeus-as-cartas.

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