Manaus | 4 de junho de 2026 | 22:19:15

Os impactos das redes sociais na vida dos jovens

O surgimento da internet, seguido pelas redes sociais e aplicativos, transformou a maneira como nos comunicamos, tornando-a mais prática, rápida e eficiente. Podemos estar em contato com um simples clique, e a existência de Wi-Fi gratuito por toda a ilha facilita a comunicação instantânea.

Os jovens já nasceram nessa geração do Facebook, WhatsApp, Snapchat, Skype, Instagram, e não conseguem imaginar suas vidas sem esses meios de comunicação. Aliás, é fácil perceber uma rápida mudança de humor nos jovens quando a internet falha em casa, quando não conseguem acessar o Wi-Fi em locais públicos ou quando os dados móveis se esgotam. É evidente o desagrado e a sensação de angústia ao tentar resolver a situação o mais rápido possível.

Esses meios de comunicação possuem aspectos positivos, como a comunicação fácil, maior aceitação pelo grupo de pares ou a criação de uma rede maior de contatos. No entanto, também trazem consequências negativas se usados de forma descontrolada ou abusiva. Podem levar ao isolamento social, sedentarismo, diminuição do rendimento escolar, dificuldades em estabelecer relações e, em casos mais graves, quando há dependência da internet, pode surgir ansiedade e/ou depressão. Alguns autores introduziram termos como “depressão do Facebook” ou “toque fantasma” para descrever novos sintomas ou patologias decorrentes do uso excessivo das novas tecnologias. Por exemplo, a depressão do Facebook é caracterizada por tristeza ou angústia profunda por não estar em constante contato com os outros, sentindo-se desconectado do mundo, e o toque fantasma é descrito como a sensação de ouvir o celular tocar ou vibrar quando, na realidade, não está.

Essa geração é movida pelo número de “likes” nas fotos e publicações, pelo número de amigos ou seguidores nas redes sociais (amigos virtuais, pois não os conhecem na realidade), pela maior partilha de informações pessoais em suas páginas, e é aqui que devemos ter cuidado. É preciso alertar sobre os cuidados ao compartilhar informações, como fotos que, uma vez postadas, nunca mais podem ser totalmente retiradas da internet, mesmo que sejam apagadas da conta.

Outro aspecto a ser considerado são os desafios lançados nas redes sociais. Os jovens se desafiam a realizar determinadas façanhas, e o objetivo é superar e elevar o nível da provocação feita pelo amigo. Nesses casos, os jovens testam seus próprios limites, buscando constantemente adrenalina, aprovação e valorização pelos outros, de forma a demonstrar que são destemidos, onipotentes, que para eles tudo é possível e nada de ruim lhes acontece quando ultrapassam esses mesmos limites, características típicas da fase da adolescência.

Vivemos na Era da Tecnologia. A busca pelas redes sociais e formas mais rápidas e modernas de comunicação com os amigos é natural e não deve ser vista como um problema social desta geração. Devemos ter em mente que qualquer excesso é prejudicial. Se forem usadas de maneira moderada e não abusiva, as redes sociais não trazem consequências negativas nem para o desenvolvimento do jovem, nem para a imagem que o jovem projeta de si mesmo.

As redes sociais podem e devem ser utilizadas como uma ferramenta de comunicação, mas existe algo que a internet não pode proporcionar: a interação e o ambiente social. O uso excessivo das redes sociais leva à banalização da interação social e à superficialidade das relações interpessoais.

Esta geração é movida pelo número de “likes” nas fotos e publicações, pelo número de amigos ou seguidores nas redes sociais (amigos virtuais, pois não os conhecem na realidade), pela maior partilha de informações pessoais em suas páginas, e é aqui que devemos ter cuidado.

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