A Polícia Federal reafirmou que Adélio Bispo de Oliveira agiu sozinho no ataque contra o então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, durante um evento de campanha em Juiz de Fora (MG) em 2018. Entretanto, as investigações apontam que o advogado de Adélio tinha, de fato, vínculo com o PCC, maior facção do Brasil. Ele foi alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (11) em uma última fase da operação.
Esta conclusão consta em um relatório da PF, elaborado após a reabertura das investigações para verificar a possível participação de terceiros no esfaqueamento ocorrido em 6 de outubro de 2018.
A PF recomendou o arquivamento do inquérito, descartando o envolvimento de outras pessoas no incidente. Adélio permanece detido no presídio federal de Campo Grande desde 2018.
Em comunicado à imprensa, a PF declarou que, no decorrer da investigação, foram cumpridos novos mandados de busca e apreensão para análise de equipamentos eletrônicos e documentos.
A apresentação do relatório final é uma resposta às solicitações do Ministério Público Federal, e cabe agora à Justiça decidir pelo arquivamento ou continuidade do inquérito.
Em maio de 2020, a Polícia Federal já havia concluído que Adélio Bispo de Oliveira atuou de forma isolada, não encontrando indícios de mandantes do crime.








