O Instituto Médico Legal (IML) liberou 12 corpos de jovens que morreram após confronto com policiais militares no bairro Crespo, Zona Sul de Manaus. Até 22h40 desta quarta (30), 16 dos envolvidos na ocorrência já tinham sido identificados. Apenas um deles ainda não foi identificado porque a família não havia apresentado documentação.
Segundo o IML, foram liberados os corpos de Bruno Cardoso Lopes, 23, Markleuson Batista da Silva, 18, Max William Sampaio da Silva Cavalcante, 29, Michel dos Santos Cardoso, 27, Alexsandro Custódio de Carvalho, 16, Erick Osmarino Silva Santos, 17, e Lucas da Costa Pereira, 21. Eder Júlio Canto Costa Junior, 20 anos. Aldair Campos Nascimento, 21 anos. Vinicius Eduardo Souza da Silva, 21 anos, Natanael Costa Melo, 20 anos, Samuel Pinheiro Campos, 23 anos.
De acordo com a diretora do IML, Sanmya Leite, as famílias foram notificadas sobre as vítimas e já estão iniciando os procedimentos funerários. Os homens foram identificados por meio de coleta necropapiloscópica.
O secretário de Segurança Pública do Amazonas, coronel Louismar Bonates classificou a atuação dos policiais como ‘excelente’. Nenhum policial ficou ferido na ação. “A polícia não mata, a polícia intervém tecnicamente”, declarou ele sobre o número de vítimas. “Poderá vir a óbito, mas a polícia não tem a intenção de matar, ela tem a intenção de intervir na ação para levar tranquilidade à população”, enfatizou Bonates.
Bonates esteve no Ministério Público do Estado (MPAM) para solicitar acompanhamento sobre o caso. O órgão vai abrir um procedimento administrativo para acompanhar a apuração dos fatos. “Essa é uma demonstração da nossa tranquilidade com relação ao trabalho técnico que foi realizado, em decorrência de nossos policiais terem sido recebidos a tiros”, disse. O Ministério Público abriu uma investigação para apurar as mortes na ação policial.
Entenda o caso
Na noite de terça (29) e madrugada desta quarta-feira (30), equipes policiais interceptaram um grupo de traficantes da facção criminosa Família do Norte (FDN), que planejava matar membros do Comando Vermelho na Zona Sul de Manaus, para controlar ponto de venda de drogas administradas pelos rivais. Na ocasião, 17 suspeitos morreram durante confronto com a PM. Nenhum policial ficou ferido na ocorrência.
A Polícia Militar continua operação nos bairros da Zona Sul da capital para prender outros suspeitos de envolvimento no conflito, que teria sido organizado pelo traficante Bruno Santos de Lira, conhecido como “Bruno Surfistinho”. Segundo informações, Bruno saiu da cadeia há duas semanas com a “missão” de organizar os comparsas para retomar áreas do tráfico de drogas pertencentes ao CV, segundo Inteligência.
Foto: Jair Araújo/ AC
Fonte: A Crítica







