Manaus | 4 de junho de 2026 | 11:33:11

Suspeita de matar namorado envenenado com brigadeirão se entrega no Rio

Júlia Andrade Carthemol, é suspeita de envenenar e matar o empresário e namorado Luiz Marcelo Antônio Ormond, se entregou à polícia na 25ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro e foi presa na noite desta terça-feira (4). A polícia acredita que ela recebeu ajuda para se esconder na Região dos Lagos.

Júlia se encontrava foragida desde o dia 22 de maio, quando prestou depoimento. Na ocasião, o delegado responsável pelo caso disse que ainda não havia base legal para prendê-la.

O corpo de Luiz foi encontrado pelos bombeiros no dia 20 de maio, em estado de decomposição avançado, no apartamento onde morava no Engenho Novo, na Zona Norte. O cheiro chamou a atenção de vizinhos, que acionaram as autoridades.

Para a polícia, Júlia, namorada de Luiz, é a principal suspeita de cometer o crime para ficar com os bens da vítima. Os dois viviam juntos há um mês.

“A motivação é econômica. Nós temos elementos que a Júlia estava em processo de formalização de uma união estável com a vítima. Mas, em determinado momento, o que nos parece, é que a vítima desistiu da formalização da união”, disse o delegado Marcos Buss, titular da 25ª DP.

Na segunda-feira (3), um funcionário de uma farmácia afirmou em depoimento à polícia que Júlia apresentou uma receita médica para comprar o remédio Dimorf, um medicamento à base de morfina.

A suspeita é que o medicamento, comprado no dia 6 de maio, tenha sido usado no brigadeirão que Júlia fez para Luiz comer. A polícia suspeita que Luiz tenha morrido no dia 17, três dias antes de o corpo ter sido achado.

Outra participante do crime já está presa, Suyany Breschak, mulher que se apresenta como cigana, já sabia do planejamento do crime antes da morte do empresário, e teria se beneficiado posteriormente.

“Há elementos que indicam que a Suyany foi a destinatária de todos os bens do empresário após a morte dele”, afirmou o delegado. Em depoimento, Suyany disse que Júlia possuía uma dívida com ela de R$ 600 mil.

O ex-marido da cigana, Orlando Neto, também foi ouvido. O homem se apresenta como cigano e alega que Suyany teria tentado sequestrá-lo e ameaçado envenenar seus dois filhos. Segundo ele, teria recebido um áudio e prints nos quais Suyany estaria vendendo o carro de Luiz Marcelo, além das armas que também estavam no veículo.

A defesa de Suyany nega e diz que Orlando “sempre teve problemas pessoais, inclusive com a questão de pagamento de pensão alimentícia”. Ele fala que não há pendências. Etevaldo Tedeschi, advogado de Suyany, diz que a cliente não teve qualquer participação na morte de Luiz Marcelo.

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