Manaus | 4 de junho de 2026 | 13:39:07

Mãe e irmão de Djidja Cardoso acreditavam ser Jesus e Maria em seita

A morte de Djidja Cardoso, de 32 anos, revelou um esquema criminoso envolvendo a família Cardoso e funcionárias da empresa dela. O irmão dela, Ademar Farias Cardoso Neto, de 29 anos, e a mãe, Cleusimar Cardoso Rodrigues, de 53 anos, são acusados de liderar uma seita religiosa chamada “Pai, Mãe, Vida” e de administrar drogas sintéticas psicotrópicas aos funcionários da rede de salões de beleza Belle Femme, incluindo o uso de Ketamina, um medicamento veterinário. As investigações apontam ainda que mãe e filho se autointitulavam Jesus e Maria na liderança do grupo.

O delegado Cícero Túlio, do 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), wue conduz as investigações do caso, aponta que a seita “Pai, Mãe, Vida” foi criada para administrar um esquema de drogas sintéticas psicotrópicas. Essas substâncias, como a Ketamina, são usadas ilicitamente para induzir e manter anestesia e são conhecidas no mercado ilegal como “Special K”.

Conforme o inquérito policial, Ademar e Cleusimar Cardoso desenvolveram um esquema lucrativo no mercado ilegal, administrando drogas de forma forçada em indivíduos até que se tornassem dependentes químicos, sob a justificativa de alcançarem um estado espiritual superior. Os funcionários da rede de salões eram obrigados a participar da seita e consumirem as drogas, onde Ademar se autointitulava “Jesus”, Cleusimar era “Maria” e Djidja era “Maria Madalena”.

Na última quinta-feira (30) Cleusimar, Ademar e Verônica Seixas, gerente do salão de beleza Belle Femme, foram presos sob suspeita de associação para o tráfico de drogas, tráfico de drogas e estupro. A maquiadora Claudiele Santos da Silva se entregou à polícia na tarde de quinta-feira e o cabeleireiro Marlisson Vasconcelos Dantas ainda está foragido. Uma clínica veterinária também está sendo investigada por fornecer ketamina de forma clandestina.

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