Documentos obtidos com exclusividade pela equipe de A Repórter indicam que o Delegado responsável pelas investigações sobre o caso da morte de Djidja Cardoso, Cícero Túlio Coutinho, titular do 1° Distrito Integrado de Polícia, solicitou a prisão preventiva dos familiares da ex-sinhazinha pelos crimes de associação para o tráfico (artigo 35 da lei 11.343/2006), estupro de vulnerável (art, 217-A, CP) e cárcere privado (art. 148,CP).
Na peça que o portal teve acesso, a autoridade policial menciona a existência de uma seita religiosa fundada pelo grupo responsável por administrar um esquema de fornecimento de drogas sintéticas. Também menciona que os gestores de salão de beleza obrigavam os funcionários a se vincularem a uma seita de uso de substâncias psicotrópicas, além de uma parceria com uma clínica veterinária que seria a responsável pelo comércio clandestino de ketamina.
Em sua justificativa para o pedido de prisão, o delegado afirma que a morte da ex-sinhazinha ocorrida nesta quarta-feira (29), “acabou dando notoriedade a atuação do grupo criminoso, fazendo com que os mesmos envidassem esforços no sentido de dissimular provas e se desfazer dos objetos e instrumentos do crime, fato comprovado pela coleta de evidências que haviam sido descartadas e enterradas por um integrante do bando a fim de dissimular os fatos para que a polícia não tomasse conhecimento do esquema no momento das diligências de apuração da morte suspeita por overdose de KETAMINA”.
Por tudo isso, não restou alternativa ao responsável pelo caso senão solicitar a prisão preventiva dos envolvidos, se fazendo necessária a urgência quanto às medidas cautelares para não prejudicar as investigações. Ele ainda frisa ser importante o cumprimento “no plantão criminal a fim de impedir que os autores continuem a delinqüir”.
Atento a tudo isso, o Tribunal de Justiça do Amazonas atendeu aos pedidos do delegado e decretou a prisão preventiva de Cleusimar Cardoso e Ademar Farias, mãe e irmão da ex-item do Boi Garantido, Djidja Cardoso, cujo nome de registro é Dilemar Cardoso Carlos da Silva. Além deles, três funcionários do salão de beleza Belle Femme, em que Djidja era sócia.






