Manaus | 4 de junho de 2026 | 22:18:33

Falta de transparência levanta suspeita em vaquinhas de famosos para o RS

A onda de comoção que tomou conta dos brasileiros em razão do desastre que ocorre no Rio Grande do Sul, em que já foram registradas mais de 157 vítimas fatais e mais de meio milhão de pessoas desalojadas, fez surgir centenas de campanhas de arrecadação nas redes sociais para apoiar as vítimas. Mas ao mesmo tempo em que os exemplos de solidariedade contagiam, surgem preocupações sobre a transparência no uso das doações recebidas.

Uma das principais iniciativas, intitulada “A Maior Campanha Solidária do RS,” arrecadou mais de R$ 74 milhões. Promovida por influenciadores, incluindo o ex-participante do BBB24 Matteus Alegrete, a campanha apresentou uma planilha de prestação de contas que foi criticada pela falta de detalhes e pela ausência de notas fiscais ou comprovantes de transferências.

Entre as doações mais notáveis, o Instituto Cultural Floresta recebeu R$ 5 milhões em apenas dois dias, sem que o destino exato desses fundos fosse claramente definido. Uma investigação revelou que o instituto é gerido por dois empresários ricos, Leonardo Fração e Cláudio Goldztein, sócios em várias empresas de grande capital social.

Outra doação controversa foi de R$ 1,5 milhão para o “Instituto Playing for Change,” com sede em Curitiba. A planilha não especificou como o valor foi utilizado.

O ex-BBB24 Davi Brito, que solicitou doações via PIX, também vem sendo alvo de críticas nas redes sociais pela falta de clareza em suas contas, sendo acusado de buscar engajamento após envolvimentos em controvérsias. Da mesma forma, Felipe Neto enfrentou críticas por sua prestação de contas simplista e sem comprovações adequadas.

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