Lançado em 1990, o zolpidem é um remédio da classe dos hipnóticos (indução do sono) que deve ser utilizado em até no máximo quatro semanas, para pessoas que têm dificuldade em dormir ou manter o sono por tempo adequado.
A Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), calcula que em sete anos, a venda do remédio cresceu em 560%. Em 2020, foram vendidas 8,73 milhões de caixas de medicamento nas farmácias brasileiras.
O fármaco atua em receptor dos nossos neurônios e usa um ácido gama-aminobutírico, químico cerebral também conhecido como Gaba.
“Isso, por sua vez, promove uma cascata de eventos que faz a gente ficar sedado e dormir”, explica a médica Sonia Doria, do Instituto do Sono, em São Paulo.
“É como se nosso cérebro tivesse um interruptor e o zolpidem apertasse o off para desligá-lo”, compara.










