A Justiça do Amazonas divulgou nesta terça-feira (14) que Gil Romero Machado Batista e José Nilson Azevedo da Silva, acusados de matar Débora da Silva Alves, de 18 anos, que estava grávida de oito meses em julho de 2023, vão a júri popular. Ambos estão presos desde a época do crime.
A dupla será julgada por duplo homicídio qualificado (motivo torpe, asfixia, recurso que impossibilitou a defesa da vítima e feminicídio), aborto provocado do bebê de Débora e filho de Gil Romero, além de ocultação de cadáver.
Com a decisão, a defesa dos réus poderá recorrer à instância superior. Segundo a Justiça, transitada em julgado a decisão, a Ação ficará conclusa para ser julgada, podendo ser pautada a sessão de julgamento popular.
Relembre o crime:
Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM), no dia 30 de julho de 2023, por volta de 00h40, na Usina Termoelétrica Mauá 2, localizada na Estrada da UTM, bairro Mauazinho, zona Leste de Manaus, Gil Romero e José Nilson mataram Débora e seu bebê, que na ocasião estava no oitavo mês de gestação.
Débora foi asfixiada com fio elétrico. Na sequência, os dois puseram o corpo em um tonel e atearam fogo.
Ainda conforme a denúncia, assim que José Nilson deixou o local, Gil Romero abriu a barriga de Débora e retirou a criança, colocando-a em um saco plástico e posteriormente jogando-a no rio. Gil Romero mantinha um relacionamento extraconjugal com Débora da Silva Alves, que resultou na gravidez da jovem.
O crime teria sido cometido para esconder os resultados da relação entre eles, já que Gil Romero não queria assumir a paternidade do bebê.





