Manaus | 4 de junho de 2026 | 08:27:35

Mães e o medo da morte: Uma nova perspectiva na maternidade

A maternidade é um marco de mudanças profundas na vida de uma mulher, trazendo consigo tanto aspectos positivos quanto negativos. Um desses aspectos é o medo da morte, algo que muitas mulheres passam a experienciar após se tornarem responsáveis por um filho.

Adriana Antony, nutricionista de 35 anos, compartilha sua experiência: “Eu não tinha medo de morrer antes de ser mãe.” Para ela, a ideia da morte era considerada natural, uma possibilidade distante que, embora sempre presente, não a consumia. No entanto, tudo mudou quando se tornou mãe de dois filhos. “Isso, com certeza, mudou porque hoje eu tenho dois filhos, dois seres que preciso educar e encaminhar para um mundo que está cada dia mais difícil”, relata a nutricionista.

A transição para a maternidade traz consigo uma intensificação do vínculo emocional com o bebê e uma preocupação ampliada com a proteção da criança em um mundo repleto de desafios. Esse temor não se limita apenas à própria mortalidade, mas também se estende ao receio de deixar seus filhos órfãos e desamparados.

Erika Kzam, médica de 45 anos, compartilha: “O nascimento da Maria Eduarda na pandemia mudou muito a minha visão sobre a morte.” Desde que se tornou mãe, ela adota uma postura mais cautelosa para evitar qualquer possibilidade de risco. “Até ao andar de avião planejo o que poderá ocorrer e oriento meus familiares.”

Segundo especialistas, cada mulher experimenta a maternidade de maneira única, mas no geral, há mudanças significativas tanto a nível mental, emocional e biológico. O medo durante a maternidade pode afetar o bem-estar mental e emocional das mães. Essas transformações podem trazer sobrecarga, acompanhada de estresse.

A falta de apoio social e de uma rede de suporte adequada durante o período do puerpério intensifica esses medos e a sensação de solidão enfrentada pelas mães. “Esse estilo parental de superproteção vai afetar profundamente, de maneira negativa, a autoestima da criança”, afirma Jessika Vieralves, 35 anos, estudante de psicologia e mãe de dois filhos. A pressão associada à ideia da maternidade perfeita pode ser avassaladora.

Essa nova perspectiva na maternidade revela as complexidades emocionais e psicológicas enfrentadas pelas mães em um mundo repleto de desafios e incertezas.

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