Manaus | 4 de junho de 2026 | 08:27:36

Alerta: cresce consumo de álcool entre as mulheres

Dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) apontam o consumo abusivo de álcool como o principal fator de risco para morte prematura e incapacidade entre pessoas de 15 a 49 anos. A cada ano, cerca de 3 milhões de pessoas morrem no mundo em decorrência da ingestão de bebidas alcóolicas. Ainda assim, o número de consumidores tem crescido substancialmente em alguns grupos da população, principalmente entre as mulheres.

Especialistas apontam que as mulheres tem encontrado no álcool uma “válvula de escape” para proporcionar momentos de relaxamento após rotina desgastante no trabalho, sobrecarga de filhos e afazeres domésticos. “Há dados que indicam que até 2033 vai haver uma equiparação do número de mulheres e homens em relação ao alcoolismo”, afirmou a neuropsicóloga Maria Alice Fontes, em entrevista à CNN.

Ela também ressalta um aspecto social como um dos fatores que podem contribuir com esse aumento de consumo de álcool pelas mulheres. “Tem-se essa ideia de que, em muitas festas de 15 anos, por exemplo, se libera álcool, e que tudo bem beber. Não é tudo bem beber, porque os jovens estão num processo de amadurecimento do cérebro. O início do uso do álcool está diretamente relacionado com um risco aumentado de dependência do futuro”, diz ela.

O álcool, apesar de legalizado na maior parte dos países, incluindo o Brasil, está relacionado ao desenvolvimento de mais de 200 doenças diferentes. Além disso, pessoas que sofrem com alcoolismo estão mais propensas a episódios de violência e a se envolverem em acidentes.

“Existe um estigma sobre esse assunto que precisa ser falado. Muitas vezes a família tem esse julgamento moral. Só que aquela pessoa está doente. E a expressão dos sintomas psiquiátricos é comportamental. Então essa família precisa entender que a pessoa necessita de tratamento e precisa apoiar aquela pessoa a se manter no tratamento. Porque todos os estudos mostram que os melhores resultados acontecem quando a pessoa se mantém no tratamento”, completa Maria Alice.

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