A defesa de Érika de Souza Vieira Nunes, de 42 anos, presa em flagrante após levar o cadáver do tio a uma agência bancária, e tentar sacar um empréstimo de R$ 17 mil, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, na última terça-feira (16/4), pediu a liberdade condicional da mulher, por meio de um habeas corpus, na 2ª Vara Criminal de Bangu.
Os advogados da mulher querem que ela responda em liberdade durante as investigações. A alegação da defesa é que a mulher tem uma filha, de 14 anos, que depende de cuidados especiais.
O pedido ainda será analisado pela Justiça.
Érika responde por vilipêndio de cadáver e por tentativa de furto mediante fraude.
Os advogados da mulher sustentam que “a prisão preventiva não é justa” porque Erika “sempre se pautou na honestidade e no trabalho”.
No pedido de habeas corpus, a defesa destacou ainda que “não existem mais fundamentos para a manutenção da prisão” da dona de casa, “uma vez que os indícios se baseiam apenas em um clamor público de que Erika havia levado um cadáver até o banco para tentar aplicar um golpe do empréstimo, o que não é verdade”.
Nas redes sociais surgiram fotos em que Paulo Roberto Braga, de 68 anos, tio de Erika, aparece vivo internado com pneumonia na UPA de Bangu. Na última segunda-feira (15/4), ele recebeu alta da unidade.
Na quinta-feira (18/4), a juíza responsável pelo caso, manteve na audiência de custódia a prisão de Erika, ela definiu a ação como “repugnante e macabra”, e converteu a prisão em flagrante em preventiva.
A magistrada sustentou que a situação não se resume a definir o exato momento da morte, mas, sim, pela situação vexatória à qual o idoso estava sendo exposto.
A juíza destaca ainda que Érika afirma ser cuidadora do idoso, mas não se preocupou com seu estado de saúde na hora de levá-lo ao banco.
“A questão é definir se o idoso, naquelas condições, mesmo que vivo estivesse, poderia expressar a sua vontade. Se já estava morto, por óbvio, não seria possível. Mas ainda que vivo estivesse, era notório que não tinha condições de expressar vontade alguma, estando em total estado de incapacidade.”
A defesa de Érika diz que o idoso chegou vivo ao banco. O caso é investigado pela 34ª DP (Bangu).






