Uma palestra sobre diversidade sexual para crianças do quinto ano do fundamental em uma escola de Várzea Grande, foi muito criticada por políticos e gerou repercussão nas redes sociais.
A palestrante, uma mulher trans que não foi identificada, abordava assuntos como a homossexualidade, políticos locais devem denunciar a situação ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), pois uma palestra como essa estaria ‘doutrinando’ crianças. Em vídeo que circula nas redes sociais, a palestrante, fala que “meninos podem se identificar como meninas”.
Nas imagens é possível ver as crianças em uma fila ouvindo as falas da palestrante.
A mulher começa sua fala explicando sobre preconceito com pessoas trans. “Eu quando nasci, nasci no sexo masculino e todo mundo já sabe né?
Porém, quando eu cresci, eu fui percebendo que não me identificava como menino. Eu gostava das coisas de menina. E aí se as pessoas não aprenderem a respeitar, pessoas como eu vão passar a sofrer, ficar doentes, algumas pessoas na rua vão julgar, vão xingar, como se houvesse direito de fazer isso e não há direito”, disse.
No entanto, o discurso foi considerado uma política de ideologia de gênero, tema incompatível dada a idade das crianças, que de acordo com a série, varia entre 9 e 10 anos.
O discurso gravado da educadora gerou revolta por parte de pessoas ligadas a ideologia política de direita. A deputada federal Amália Barros (PL) considerou o discurso um “absurdo”.
A parlamentar afirmou que entrará com uma moção de repúdio quanto à situação na Comissão de Educação da Câmara Federal. “Eu como deputada federal por Mato Grosso, não permitirei. Entrarei com um requerimento de moção de repúdio na comissão de Educação”, declarou em publicação no Instagram.
Além dela, o deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) também fez um post em seu Instagram, no qual considerou a orientação como uma “aberração”. Na legenda da publicação, ele afirma que a “esquerda” está doutrinando as crianças com ideologias de gênero.
Por meio de seu perfil no Instagram, outro deputado estadual Gilberto Cattani (PL) afirmou que vai acionar o Ministério Público do Estado (MPE). Para ele, a palestra nada mais é do que uma ‘doutrinação’.
“Já estamos protocolando uma denúncia no Ministério Público Estadual e um pedido de providências para Secretaria de Educação. Em Mato Grosso não iremos permitir que doutrinação em escolas fique impune”, escreveu em publicação.







