Enquanto os partidos de direita em Manaus se organizam para concorrer à prefeitura da capital, as siglas de esquerda não se entendem e podem, mais uma vez, perder o protagonismo na política amazonense.
A união entre os partidos PT, PV e PCdoB, que abriga políticos conhecidos pelos eleitores em Manaus, parece que não ganhará força na eleição deste ano.
A ideia era lançar um candidato majoritário para concorrer ao cargo de David Almeida (Avante), mas disputas internas entre os partidos de esquerda enfraquecem a coligação.
Políticos como o deputado Sinésio Campos, o vereador Sassá da Construção, o ex-deputado José Ricardo, e a ex-candidata a vice-governadora do Amazonas, Ane Moura (todos do Partido dos Trabalhadores), foram mencionados como pré-candidatos a prefeito de Manaus.
Mas a falta de consenso impediu a indicação de um nome para representar a esquerda.
Diante à falta de união, o ex-deputado Eron Bezerra (PCdoB) colocou o nome à disposição da coligação, mas a sugestão bagunçou ainda mais os planos da esquerda.
SAÍDA HONROSA?
Ontem, em entrevista a uma rádio local, o deputado estadual Sinésio Campos disse que a opção seria uma união com o governador Wilson Lima, do União Brasil.
O problema é que a sigla faz parte dos partidos de direita, e rejeita aproximação com a esquerda.
Resta uma saída honrosa, com a coligação do prefeito David Almeida, que busca a reeleição.
Nesta hipótese, os partidos de esquerda ficariam de fora dos cargos majoritários (prefeito e vice-prefeito), pois David deve escolher seu vice entre os partidos MDB (de Eduardo Braga) ou PSD (de Omar Aziz).





