Neste final de semana, o estado de Roraima enfrentou uma série de incêndios devastadores que afetaram tanto a capital quanto o interior. Várias áreas foram consumidas pelas chamas, com densas nuvens de fumaça cobrindo o céu do centro da cidade e se estendendo aos bairros da zona Oeste.
Diversos focos de incêndio foram registrados na cidade, o fogo só foi controlado no início da noite, deixando para trás um rastro de destruição. Em Mucajaí, próximo ao cemitério local, outro incêndio foi registrado, desta vez ameaçando uma área de preservação próxima a residências. Equipes do Corpo de Bombeiros e brigadistas foram mobilizadas nos três locais mencionados para combater as chamas. No entanto, não conseguiram evitar que uma grande extensão fosse devastada.
Áreas de florestas e serras em Roraima estão sendo afetadas por megaincêndios – fogo de grandes proporções, com larga quilometragem e com impactos econômicos, ambientais e sociais, incluindo a saúde pública. A situação pode ser considerada um desastre ambiental em andamento e suas consequências podem alterar ecossistemas no estado com florestas úmidas tornando-se cada vez mais secas e prejudicando até a sobrevivência da fauna.
Este ano, Roraima tem liderado o ranking de focos de calor no Brasil, que tem intensificado o aquecimento durante o período de estiagem. Além disso, o estado enfrenta uma crise hídrica, por conta da severa estiagem, evidenciada pela baixa significativa do Rio Branco, seu principal abastecedor de água potável, que chegou ao nível negativo de -0,39m, se aproximando do ponto mais baixo de sua história.

Dose municípios do estado foram decretados em estado de emergência devido aos impactos da estiagem e crise hídrica. O governo de Roraima decretou situação de emergência nos municípios de Caroebe, Rorainópolis, São João da Baliza e São Luiz, localizados ao Sul, devido aos efeitos da forte estiagem na região. Com o decreto, 14 dos 15 municípios do estado passam a ter reconhecimento oficial da grave seca. Bonfim, ao Norte, é o único município que não está em estado de emergência.
Além dos problemas com os incêndios e a seca, os incêndios florestais que consomem casas, animais e a vegetação, vem espalhando fumaça pelo estado. A qualidade do ar na capital atingiu um nível considerado “péssimo” para a população. Os resquícios dos incêndios podem penetrar os pulmões, reduzindo a capacidade de respiração e até causando doenças.







