Após o pai de Neymar garantir o pagamento da fiança no valor de 1 milhão de euros, o jogador Daniel Alves conseguiu o direito de deixar a cadeia mesmo após condenação por estupro. A justiça espanhola concedeu ao ex-jogador do Barcelona o direito de recorrer em liberdade.
No Brasil, a nutricionista Larissa Duarte Aguiar, 25, foi vítima de importunação sexual dentro de um elevador comercial em Fortaleza. Em um vídeo, que circula nas redes sociais, é possível ver um homem “apalpando” as nádegas da nutricionista.
Outro caso que tem chamado a atenção do universo feminino, é o do ex-jogador Robinho, condenado na Itália por estupro coletivo. Recentemente o Supremo Tribunal de Justiça decidiu que ele deve cumprir a pena de 9 anos de prisão no Brasil.
Todos esses casos tem algo em comum: a cultura machista que expõe a fragilidade da mulher na sociedade.
Esses tipos de situações de violência sexual se tornam gatilhos para as mulheres, afinal, uma em cada seis mulheres tem sua saúde mental afetada pelo medo de ser vítima de algum crime sexual, segundo pesquisa da organização Think, iniciativa premiada pela Organização das Nações Unidas (ONU).
De acordo com o Mapa da Violência de 2015, organizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), o Brasil é o 5º país que mais mata mulher no mundo, sendo registrado um homicídio de mulher a cada seis horas.
Tudo que vem sendo noticiado recentemente é apenas uma amostra da violência que se repete cotidianamente: são casos e mais casos de repercussão que ativam “gatilhos emocionais” nas mulheres; disparam lembranças de episódios de dor emocional, de traumas do passado ou mesmo do medo de ser vítima.
Desta forma, mesmo não sendo a vítima de cada casos citados no noticiário, as mulheres se reconhecem em situações do cotidiano como medo de ser assediada ou violada ao andar na rua sozinha; ser olhada de forma desrespeitosa ou ouvir comentários sexuais; ser tocada por alguém mesmo sem a sua permissão, ou ainda viver sob constante vigilância por medo de ser vítima de algum abuso.
Esse temor impacta como as mulheres se vestem ou se portam e até o lugar que frequentam – muitas vezes, isso é usado como justificativa para responsabilizar a vítima pelo abuso.






