A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20/03) a Operação Hipólita para combater a prática de crimes de importunação sexual e corrupção praticados contra indígenas. Os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão em Nova Olinda do Norte, no interior do Amazonas.
A prisão preventiva foi em desfavor de um ex-servidor da Funai, suspeito de abusar sexualmente de pelo menos 20 adolescentes e mulheres indígenas durante o período em que era servidor. Alguns abusos teriam ocorrido na sede da Funai. Assunção foi exonerado do órgão após as primeiras denúncias, em setembro de 2023.
De acordo com a polícia, Assunção foi coordenador da Funai na região por mais de dez anos, declarado indígena Munduruku. Ele também é servidor da Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc).
Esta é terceira ação da Polícia Federal em 2024 para combater aos abusos sexuais contra indígenas no Amazonas. A nome da operação tem referência à mitologia grega, na qual Hipólita era líder da Amazonas, em analogia a força física e mental que as indígenas de várias etnias da cidade de Nova Olinda do Norte.





