Manaus | 11 de agosto de 2026 | 14:42:39

Amazonas está entre os primeiros em crimes contra a mulher

8 de março, Dia Internacional da Mulher. Data comemorativa que foi oficializada pela Organização das Nações Unidas na década de 1970, e que simboliza a luta histórica das mulheres para terem suas condições equiparadas às dos homens. Inicialmente, a intenção era a reivindicação por igualdade salarial, mas, atualmente, simboliza a luta das mulheres não apenas contra a desigualdade salarial, mas também contra o machismo e a violência.

Embora cada vez mais se fale sobre a necessidade de proteger os direitos das mulheres, e legislações serem criadas no Congresso Nacional para tal fim, o que se vê no dia-a-dia no Brasil, é o oposto disso. Números das mais diversas pesquisas comprovam que ser mulher, no País, está mais difícil a cada dia que passa.

Dados do Monitor da Violência revelam que, entre 2017 e 2022, os índices de feminicídio foram na contramão à queda do número de homicídios (geral) no Brasil. Enquanto os números tiveram queda de 31%, o registro dos crimes de feminicídios aumentou 37%.

No Amazonas, desde 2021, o aumento da violência doméstica representa 42,9% do total de casos. Somente em 2023, esse tipo de crime atingiu 36.526 mulheres, o que equivale a 11% a mais de mulheres violentadas em comparação ao ano de 2022, quando se registrou 32.340 casos no estado.

Na região norte, Amazonas e Pará aparecem nos primeiros lugares em crimes relacionados à Lei Maria da Penha, e registraram aumento acima da média nacional. Entretanto, um dado chama a atenção: o Amazonas é um dos estados em que mais ocorre a subnotificação de crimes relacionados à mulher, e mesmo assim continua em destaque neste cenário.

Com este pano de fundo da realidade nacional, torna-se ainda mais importante a compreensão do 8 de março como um dia de luta e resistência das mulheres por seus direitos e por suas vidas. Se faz necessário criar ainda mais, mecanismos que de alguma forma contribuam para encorajar mulheres a denunciar e reinvidicar seus direitos. O fato é que continua existindo um longo caminho a percorrer na busca pela efetiva igualdade, e a compreensão de que os direitos duramente conquistados precisam ser protegidos sempre.

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