Vieram encomendas, e o pagamento, em vez de dinheiro, era mais material para nova produção.

Desde que um de seus filhos publicou sua foto com a “cria” no grupo Faça Você Mesmo, na rede social Facebook, o trabalho de Helena ganhou o mundo. Vieram encomendas, e o pagamento, em vez de dinheiro, era mais material para nova produção.

“Quem levava uma boneca, me dava uma parte de material para eu continuar fazendo, e assim eu fui chegando a esse numero todo. Em relação à pandemia, especificamente, foi uma forma que encontrei de preencher meu tempo, de maneira agradável, e não me sentir tão ansiosa, porque esse isolamento social pesa para todo mundo. Esse entretenimento preencheu meu tempo com uma coisa útil”, diz.

Helena faz bonecas diversas, personalizadas, identitárias, mas as que mais fazem sucesso e ficam mais bonitas são as mais clássicas: Alice, Emília, principalmente, Moranguinho, Elsa, Anna de Arendelle, do filme Frozen, Chiquinha, Chaves e as princesas Branca de Neve, a Bela, de A Bela e a Fera, Cinderela, ou seja, as mais conhecidas.

“Essas são as preferidas das crianças. Você precisa ver como os olhinhos delas brilham, quando ganham”, relata, orgulhosa. Parafraseando o poeta, a boneca – de Helena – ganhou uma menina, e a menina ganhou o encanto.